Quinta-feira, 15 de Julho de 2010

E vamos atravessar o canal (sem protesto) toda a vida?

Não faz mal saber o que foi dito ao CIP (Conselho de Ilha do Pico) na última visita do Governo ao Pico (Jornal “ilha maior” de 2 de Julho) pelo presidente do governo (e secretário) com a sua arrogância característica: “Não há aumento de ligações para o Aeroporto do Pico porque não há aumento de procura”, ponto final! Claro que enquanto não lhes meterem pelos olhos dentro que a "procura" não sobe porque os passageiros do Pico se "escoam" pelo aeroporto vizinho, que tem mais e melhores ligações, não saímos disto. É preciso quantificar o número de passageiros, com base num estudo/sondagem credível, que defendo há muito, não com base na enganadora estatística do SREA, mas pela proveniência/destino (morada/alojamento) dos mesmos. A estatística só serve para dar argumentos a quem quer continuar a castrar o desenvolvimento do Pico, como muito bem diz o Presidente do CIP, no mesmo jornal. Porque estes senhores “trabalham” com base em números, há que demonstrar-lhes quais os verdadeiros!




E depois, com 2 voos semanais para Lisboa com 43 Horas de diferença em Julho e Agosto, pretende-se o quê? Que a rota cresça exponencialmente?



Até nisto se vê a falta de vontade política e o medo de afrontar interesses instalados: não se determina, após um estudo imparcial, em que dias e a que horas mais favoráveis deveriam ser realizados os voos, privilégio que deveria assistir a quem paga ao operador aéreo os eventuais prejuízos.



Há muitos indícios de incúria/prejuízo na tomada de decisões que continuarão a prejudicar o aeroporto do Pico e, por via disso, o seu desenvolvimento (ou a beneficiar quem tem sido o benemérito, ao longo dos tempos, das políticas penalizantes para o Pico):



1) - 5 anos para resolver o abastecimento de combustíveis, quando o reservatório já existia em S. Roque e bastava uma viatura adequada;



2) 6 ou 7 anos (?) - ou nunca? -para o ILS;



3) melhores horários para ligações a Lisboa via Terceira ou S. Miguel que não obrigassem os passageiros a inflacionar os números dos vizinhos;



4) ligações a S. Miguel com regresso no mesmo dia ao Pico, que também proporcionariam aos passageiros da Terceira a mesma situação de vinda e regresso diária (situação que aproveita ao vizinho). E só com um pequeno ajuste nos horários. Se a SATA não o quer fazer, a tutela devia estar atenta a estas coisas!



5) o deixar andar no domínio da hotelaria (hotéis com muito dinheiro público gasto, que se fecham)



6) a malfadada decisão da ilha de valor contra ilha da coesão;



7) o arrastamento da definição do hospital de ilha, porque é isso que deveria estar em causa, e não a melhoria de um centro de saúde.



Provavelmente isto não diz respeito à "grande política". Mas os Picoenses deveriam estar atentos a estes pormenores nas próximas eleições, e já que o presidente do governo não gosta de fiscalizadores nos parceiros sociais, deveriam sê-lo, nas urnas, os cidadãos descontentes.

2 Defesas:

JL disse...

Seja bem aparecido! Já agora por que não dar início a umas petição propondo que a Sata ou o Governo ou as Câmaras do Pico, ou o Conselho de Ilha ou o CIP façam um inquérito para saber quem viaja de onde, por onde e porquê?
Essa seria a melhor forma de calar a boca a quem nos impinge um aumento do tráfego de e para o Pico.

Anónimo disse...

Não percebi esta!