Há uma nova campanha publicitária nas revistas e jornais nacionais, em que um dos spots é uma monumental imagem de um veleiro com o Pico ao fundo, tentando desmitificar a ideia do mau tempo constante nos Açores. Mas o que pensará um candidato a viajante de Portugal continental, quando lhe disserem que não pode cá chegar directamente, e que tem que andar às voltas para ver a prometida paisagem (a não ser que a ideia seja mesmo essa: ver o Pico a partir do Faial, como quase sempre acontece com os visitantes...)
Ocorreu-me perguntar porque é que o Pico é “vendável” e dá cenário para cartazes, quando o fluxo dos turistas não é canalizado para a nossa ilha. Eu sei que falta hotelaria em grande escala (e se a não há é porque não foram promovidos os necessários investimentos até agora - culpa dos locais, mas mais ainda dos (des)governos, não é?) , mas muito tem surgido em turismo de habitação nos últimos tempos. Outras asneiras tem sido feitas neste sector, à vista de todos: emendem-se os erros!
Porque não contrabalançar essa promoção com verdadeiras medidas tendentes a melhorar a acessibilidade, sobretudo aérea, já o que o Pico detém um aeroporto sub-aproveitado? Deixar na mão das companhias aéreas a gestão desta problemática, não lhes impondo regras muito mais objectivas e pormenorizadas de serviço público de transporte aéreo, até quanto às datas e horas de operação, é querer perpetuar a iniquidade de vermos os turistas e locais a terem que atravessar o canal (sempre no mesmo sentido) para entrar e sair do Pico. Já é tempo de se fazer justiça!
Quarta-feira, 11 de Março de 2009
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1 Defesas:
Santa ignorância meus senhores!
Nunca iremos publicitar o Corvo dessa forma!
Não sei se têm a noção, mas este blog tem de tudo um pouco. Desde anti-Faial a anti-Açores.
Nada disto é bom para nenhuma terra.
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