Sábado, 24 de Maio de 2008

É AGORA QUE VAMOS SABER OS NÚMEROS REAIS DE PASSAGEIROS DO PICO?

Na espiral de visibilidade que o assunto dos transportes aéreos no Pico tem suscitado - estas coisas sempre vão moendo algumas mentes mais inquietas - surgiu num blog-colega: www.airpico.blogspot.com , um alerta, (que também já tinha sido o meu) para a necessidade de contabilizar o verdadeiro número de passageiros de/para o Pico que utilizam outros aeroportos.
Aí sugeri a colocação de um impresso/inquérito e anexo receptáculo em pontos-chave a serem utilizados pelas "vítimas" do desvio forçado.
"Como forma de se chegar a uma estatística credível e que os decisores validem, em vez dos números irreais até agora ventilados, sugiro um impresso (com nome, BI, data e nº voo utilizado, origem/destino e destino final, e ainda data e hora do voo que o passageiro pretenderia no Pico) e um recipiente selado colocados na Gare marítima da Madalena para quem sai e vai apanhar o avião à Horta e outros na Gare da Horta para quem chegou pela Horta e vem via marítima para o Pico (o pior é se há boicotes ou má-vontade, sobretudo deste lado!)
Um impresso igual e respectivo recipiente nas agências de viagem, também ajudaria."
Esses inquéritos, depois de um período de amostragem de vários meses, seriam levados a quem tem poder de decisão para, salomonicamente, dar "o seu a seu dono". Precisaríamos de conquistar mais aliados, entre os quais a poderosa Comunicação Social.
Outras ideias serão, naturalmente, bem-vindas.
O pior é que estas coisas não nascem espontaneamente, como os cogumelos, e tem que haver alguém no terreno. Creio que a nível oficial, com nada podemos contar, pelo que terá de ser um grupo de cidadãos anónimos a abraçar esta causa. Teremos que lutar contra muitas forças, até porque a paternidade da ideia não saíu de nenhum dos políticos ou dirigentes iluminados (quase permanentemente às escuras) que precisariam de tomar a peito a defesa mais acérrima das populações. É que deixar que o tempo cure as maleitas e os erros de decisão, põe o futuro muito distante.
E temos mais um óbice: "convencer" primeiro as pessoas a julgarem que esta causa valerá a pena, pois terão que vencer o descrédito natural que já se apossou de muitas por lhes ter sido sempre negada justiça, como tem acontecido por estes lados. Incutir-lhes ânimo e dizer-lhes: É Agora!

E há coisas que parecem não "mexer" com todos...
Mas por aqui - acessibilidades aéreas - passa muito do progresso no Pico.

Talvez não o entenda assim quem não se empenha com todos os meios ao seu alcance.